'Semeadura 2022'

Author(s): Растителна защита
Date: 13.10.2022      1308

A colza é a primeira cultura a iniciar na sementeira de outono. A época ótima de sementeira é para o final de agosto. No entanto, como a humidade do solo é um fator limitante, em caso de seca prolongada é necessário aguardar pelas primeiras chuvas de setembro. Dependendo da região onde esta cultura é cultivada, deve ter-se em conta que antes do início das geadas invernais as plantas devem ter formado uma roseta com 6–8 folhas e um sistema radicular bem desenvolvido. Esperamos que tenha cumprido os "requisitos" da colza para que o solo esteja bem preparado, sem torrões, porque as sementes são muito pequenas e requerem uma cama de sementeira firme. Com a lavoura básica deverá ter aplicado os adubos fosfatados e potássicos, enquanto os adubos azotados são obrigatórios para a cobertura. O estado nutricional do solo e a dose de adubação são determinados com maior precisão após análise do solo de cada campo específico. Já estamos a meio de outubro e a sementeira da colza é um facto, por isso apenas a assinalamos. Mas a partir de agora começam as atividades de cuidado para as plantas de colza emergidas, que são ameaçadas por pragas e doenças perigosas que podem comprometer a produção. Quais são elas?

vespa

Mosca-serra da couve – Anthalia rosae

Danos

No outono, desenvolve-se a terceira geração da praga. As moscas-serra adultas voam até ao final de outubro e depositam os seus ovos nos cotilédones e nas primeiras folhas verdadeiras. As larvas jovens alimentam-se na página inferior das folhas, roendo-as na forma de pequenas covas. À medida que crescem, roem orifícios nos limbos foliares, que gradualmente se alargam, também fazem roeduras periféricas e, posteriormente, consomem todo o limbo foliar, deixando apenas as nervuras principais. Após completarem o seu desenvolvimento, as larvas enterram-se no solo e aí permanecem para hibernar.

Controlo

O controlo químico é realizado a um limiar económico de 2–3 larvas/m2 ou 2–3 plantas danificadas/m2.

Inseticidas registados para controlo: KARATE ZEON 5 CS – 15 ml/da; CITRIN MAX – 5 ml/da.

pulga

Pulga-do-caule da colza – Psylloides chrysocephala

Danos

A praga está amplamente disseminada e, em alta densidade populacional, causa danos enormes. Desenvolve uma geração por ano. Hiberna na forma de ovo, larva e inseto adulto. Em setembro, os adultos começam a alimentar-se intensamente e, desde o final deste mês até meados de dezembro, depositam ovos. As larvas recém-eclodidas inicialmente perfuram a epiderme dos caules e, posteriormente, os pecíolos e as nervuras centrais das folhas. Algumas delas eclodem na primavera. Uma espécie semelhante à pulga-do-caule da colza é a Pulga-pequena-do-caule da colza. Outras espécies nocivas na colza são as pulgas negra, de patas claras, de listas onduladas, do linho, da canábis e outras espécies de pulgões.

Controlo

O controlo químico é realizado a um limiar de danos de: 2 adultos/m2 na emergência; 4 adultos/m2 após o aparecimento da 3ª folha; 3–5 larvas por planta. Inseticidas registados para controlo: DEKA EC – 30 ml/da; MAVRIK 2 F – 20 ml/da; CITRIN MAX – 5 ml/da.

escaravelho

Escaravelho-da-folha da colza – Entomoscelis adonidis

Danos

Os escaravelhos atacam a colza semeada cedo e alimentam-se das folhas. Em alta densidade populacional podem afinar a cultura. Num outono longo e quente com pouca precipitação, as larvas são nocivas. Alimentam-se da massa foliar da colza, destruindo-a completamente e deixando apenas as nervuras.

Controlo

O controlo é realizado a um limiar de danos de: 2–3 escaravelhos/m2 na emergência.

gorgulho

Gorgulho-do-caule da colza – Ceuthorrhynchus picitarsis

Danos: As larvas da praga são nocivas; fazem galerias nos pecíolos das folhas e depois passam para o caule. Em plantas fracas com pecíolos foliares finos e curtos, atingem a parte central do caule e perfuram o ponto de crescimento já no outono. Tais plantas morrem ou não formam caules centrais, mas apenas laterais.

Controlo: O controlo químico deve ser realizado a uma densidade populacional de: 2–4 gorgulhos/m2. Inseticidas registados para controlo: MAVRIK 2 F – 30 ml/da; CITRIN MAX – 5 ml/da.

fomose

Podridão seca do caule (Cancro da fomose)

Agente patogénico: Leptosphaeria maculans – fungo

Sintomas

A doença na colza manifesta-se desde a emergência das plantas até ao estádio de crescimento de 6 folhas. Nas folhas mais baixas formam-se manchas irregulares arredondadas, acinzentadas-esverdeadas, com pequenos pontos negros sobre elas (picnídios do agente patogénico). As manchas necrosam gradualmente e cobrem os pecíolos foliares e o caule. A infeção do caule ocorre diretamente ao nível ou acima da superfície do solo. A fomose também ataca a coroa, onde aparecem manchas escuras, levando ao secamento e morte das plantas. A doença desenvolve-se em manchas na cultura e, sob condições favoráveis, espalha-se muito rapidamente por todo o campo.

Ciclo de vida

O agente patogénico sobrevive em restos vegetais e parcialmente em sementes de colza. O desenvolvimento do cancro da fomose é favorecido por tempo chuvoso e húmido e uma temperatura diurna ótima de 22–24 graus.

Controlo

Deve ser aplicada uma fertilização equilibrada e as pragas na colza devem ser controladas, uma vez que os seus danos servem como porta de entrada para a infeção. A aplicação outonal de fungicidas reduz significativamente a frequência e gravidade da infeção, bem como o risco de morte das plantas no inverno. Fungicidas registados para controlo: KARAMBA 60 EC – 120 ml/da; ORIUS 25 EW/DYNASTY 25 EW/TEBUMAX 25 EW – 50 ml/da; PICTOR SC – 50 ml/da com 20–40 l/da de calda; FOLICUR 250 EW/HORIZONT – 50–100 ml/da.