Práticas agrotécnicas e de proteção de plantas no início da primavera em frutíferas

Author(s): Растителна защита
Date: 22.02.2021      1138

Poda de inverno de espécies frutíferas

  • A realização da poda fitossanitária de início da primavera em espécies frutíferas é uma parte muito importante da Boa Prática de Proteção de Plantas e uma continuação dos cuidados outono-invernais;
  • O período mais adequado para esta atividade é fevereiro, antes do inchamento das gemas;
  • Recomenda-se que a poda seja realizada primeiro em macieira e pereira, que são as mais resistentes ao frio, após as quais se poda cerejeira, ginjeira, pessegueiro e damasqueiro;
  • É aconselhável que as árvores jovens sejam podadas mais cedo, pois não toleram a poda tardia;
  • A poda molda a copa e a frutificação das espécies frutíferas e remove os ramos infectados, reduzindo assim o inóculo de inverno de pragas - oídio da macieira, sarna da pereira, podridão parda, podridão negra em espécies frutíferas, larvas brancas, insetos broqueadores da madeira, bicho-da-madeira, vespa-da-madeira da macieira e outras, e a sua disseminação durante a vegetação ativa das culturas é limitada;
  • Ramos e galhos secos são cortados, fazendo os cortes a uma distância de 20-30 cm da área danificada;
  • Casca velha e rachada é removida, ninhos de lagartas, posturas de ovos e frutos mumificados são cortados;
  • Após a poda, os cortes são cobertos com tinta à base de óleo ou látex branco ao qual é adicionado um fungicida à base de cobre, ou utiliza-se a pasta pronta Tervanol, com o objetivo de melhor calogênese, bem como proteção contra a penetração de infecções secundárias e infestação por doenças e pragas.

Preparação do solo

  • Incorporação de folhas caídas, através da qual se destrói o inóculo de inverno de doenças presentes nas folhas – sarna da macieira e pereira, ferrugem branca da cerejeira e ginjeira, manchas vermelhas das folhas da ameixeira, etc., e de pragas que hibernam no solo – mosca-da-cereja, mosca-serra da ameixa, etc.;
  • Durante a preparação do solo, o sistema radicular não deve ser lesionado, pois isso leva a infecções por cancro bacteriano e agentes causadores de podridão radicular;
  •  A profundidade da aração é determinada pela idade da plantação e pelo tipo de porta-enxerto.

Tratamento químico de inverno-primavera

É realizado após a poda, após o inchamento das gemas e antes da rebentação.

Contra doenças – Calda Bordalesa a 1%:

  • Para todas as espécies de frutas de caroço – protege as árvores de leprose do pessegueiro, cribose das fruteiras de caroço, podridão parda precoce, cancro bacteriano, bolha da ameixeira e outras;
  • Para espécies de frutas de pomóideas, se forem afetadas por fogo bacteriano (mais frequentemente macieira, pereira, marmeleiro, nespereira).

Contra pragas – quando são verificadas as seguintes situações:

  • Ácaro vermelho europeu – 60-80 ovos de inverno por 10 cm de ramo;
  • Pulgões – 10% das gemas com ovos;
  • Bichos-da-folha – 3-5 posturas de ovos por árvore;
  • Cochonilha de São José – quando é verificada a sua presença;
  • Cochonilha da ameixeira – 20-30 por 100 cm de ramo principal.
    Para alcançar uma pulverização de inverno-primavera de alta qualidade e maximamente eficaz, devem ser observadas as seguintes condições:
  • O tratamento deve ser realizado em tempo seco, quente e calmo, a uma temperatura do ar superior a 5C;
  • A calda deve ser aplicada do topo até a base do tronco da árvore, garantindo uma pulverização completa (molhando até ao ponto de escorrimento) das árvores;
  • Os bicos do pulverizador devem ter uma abertura de 2 mm.

       Principais pragas para o período:

       Fogo bacteriano em fruteiras

       Leprose do pessegueiro

       Psila da pereira

       Cochonilha de São José